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sábado, 23 de julho de 2016

Descrer


Acreditar sempre é preciso. Mas, sempre acreditar é difícil. A decepção gerada pelo que e em quem acreditamos tende a nos levar ao absoluto descrer. Entretanto, não podemos condenar ao descrédito o todo por causa de parte dele.

Pensemos na amizade: ela é o todo. Os amigos são as partes dela. Há amigos que nos ferem de maneira inesperada traindo a nossa confiança. Seria isso motivo para descrermos da amizade e renunciar a todos os amigos?

E o amor? Também é o todo. As pessoas que amamos e dizem nos amar são as partes dele. Há amores que nos são infiéis. Que dolorosa ferida nos faz! Mas, isso seria motivo para deixarmos de acreditar no amor, seja ele intimo, ou fraternal?

Também, a humanidade é o todo. cada indivíduo com seus pensamentos, suas ações e reações, seus sentimentos e suas palavras é parte dela. Há homens bons! Mas, também há aqueles que em determinadas situações poderão agir ou reagir de maneira errônea. Devemos nós condená-la totalmente, desconsiderando os virtuosos por causa dos maus feitores?

E quanto ao cristianismo? Ele é o todo. Os cristãos são as partes dele. Há cristãos que se deixam seduzir pelo pecado e mentem, se prostituem, roubam, julgam, condenam e falam mal do seu semelhante denegrindo o evangelho. Entretanto, seria isso motivo para descrermos de Cristo e de seus ensinos? Do cristianismo e dos sinceros cristãos? De abandonarmos a igreja, a obra ministerial e descrer da existência do Reino de Deus?

Certamente, há motivos para a nossa indignação e espanto. Mas, mesmo assim, não poderemos jamais descrer de um todo por causa do defeito de parte dele. Porque então seria necessário descrermos de nós mesmos, visto que, em parte, também somos defeituosos.

Um discípulo, chamado Simão Pedro, disse que iria com Cristo até á morte. Jurou-lhe fidelidade e amizade leal. Entretanto, traiu a confiança de seu Mestre. Abandonou-O no momento em que Ele mais precisava de ajuda e ainda, o negou por três vezes. E se Jesus fosse e agisse como alguns de nós hoje? Certamente, o condenaria por seu erro e sairia contando para todo mundo o que ele fez. Não o chamaria mais de discípulo, pastor ou apóstolo e também, o expulsaria da igreja e cortaria qualquer relação com Pedro.

Mas, graças a Deus que era Jesus Cristo, que acreditou que Pedro daria a volta por cima! O Próprio Jesus o ajudou a levantar-se (João 21.14-22). Por isso, Pedro recebeu o perdão e teve a oportunidade de superar aqueles tombos e tornou-se um grande apóstolo e por ele, Deus restaurou a muitos.

A nossa mania de julgar a tudo e a todos e, ao mesmo tempo, de não atentarmos para os nossos próprios erros e defeitos, tem nos levado ao descrer do todo por causa de parte dele. Podemos não ter os mesmos defeitos que alguém. Entretanto, perceberemos em nós outros tão nocivos quanto aqueles.

Jesus Cristo nos deixou alguns importantes ensinamentos, como estes transcritos abaixo.

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.” (Mateus 7.1-5)

“Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos; e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;  mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei. O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei. Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor. Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste; não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.” (Mateus 18.23-35)

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.” (Mateus 7.12)


Que Deus nos conceda Graça e Misericórdia, hoje e sempre.


Reflexão por:
          Pr. Marcos Costa
          Igreja Bíblica do Calvário
          Embu Guaçu / SP



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