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quarta-feira, 2 de setembro de 2015

Colocando brincos no pavão.


Certa vez, fiz um passeio com os pais e as crianças de nossa igreja para o Zoológico de São Paulo. Foi um passeio muito agradável. As crianças, principalmente, ficaram maravilhadas. Muitas delas ainda não haviam tido a oportunidade de visitar aquele lugar. Mas, como se diz: para tudo há sempre a primeira vez. Fomos caminhando naquelas ruas e em cada uma delas parávamos  diante dos cercados e jaulas para observarmos os bichos e lermos as placas descritivas das espécies. Entre cobras, pássaros, macacos e leões seguia o nosso passeio.

Eu costumo ensinar para as pessoas na igreja que, se pararmos e prestarmos atenção em tudo o que realmente acontece no nosso dia-a-dia tiraremos lições importantes, quer seja para a vida secular, quer seja para nossa caminhada cristã. Pode ser em uma viagem de ônibus quando nossos olhos observam pela janela o frenesi da cidade ou as paisagens a beira das estradas. No observar os gestos de alguém ou, no ouvir o falar de uma pessoa, mesmo que numa conversa informal, podemos aprender algo. Por incrível que pareça, naquele dia e naquele zoológico o Espírito Santo me mostrou algo que serviria (e serve até hoje) para o meu pastorado e que compartilho contigo neste texto.

Estávamos passando pela rua dos viveiros das grandes aves. Flamingos, faisões e outras mais. Até que chegamos diante do cercado do pavão. Todos do grupo estavam admirados e aproveitavam para fotografar aquela bela ave. Peguei minha câmera e comecei a filmar. Ali estava eu por um momento fascinado pela beleza daquele pavão. Foi quando, de repente, senti como se eu fosse arrebatado para um pouco mais longe do grupo. Porém, ao fundo ouvia os elogios que faziam ao bicho. O Espírito Santo me disse: Preste atenção no que lhe mostrarei! Então, surgiu um homem com aparência de negociador dentro do viveiro. Ele trazia consigo pelas mãos muitas joias reluzentes. Quando os raios do sol atingiam aqueles objetos eu perdia por um momento a visão e não conseguia ver o pavão. Aquele homem começou a colocar peças parecidas com braceletes que cobriam as pernas da ave. Pôs anéis nos dedos das patas e gargantilhas de ouro no pescoço. Também furou a pele do papo próximo ao bico e fixou três brincos de argola. Depois disso, parou e ficou olhando para o bicho, como quem estava planejando o que mais poderia fazer para enfeitar o pavão. Quando parecia que já não havia como acrescentar outros enfeites, ele dava um jeitinho e encobria ainda mais a ave com suas joias. Até que chegou a um ponto que não se podia afirmar que aquilo era o lindo e maravilhoso pavão de outrora. Neste instante, aquela visão aberta se fechou e me vi novamente em meio aos que comigo visitavam o zoológico. Ao fim da tarde terminamos aquele passeio e regressamos para casa.

Nos dias que se seguiram conversando com o Espírito Santo, pedi que ele me ajudasse a compreender aquela visão. E, então, Ele me falou que aquele pavão é o Evangelho de Jesus Cristo – Simples e Eficaz. Puro e Maravilhoso!  Que aquele homem com aparência de negociante é a representação dos pastores que fazem do Evangelho um negócio. As joias que ele trazia nas mãos são suas heresias, liberalismo e permissividade, ritualismos, crendices e modismos cultuais. O ato de enfeitar o pavão, é a visão dele para tornar o Evangelho mais atrativo, afim de fascinar com coisas novas os que já conhecem o “pavão” prendendo-os por mais tempo e também, granjear novos admiradores. Os motivos pelos quais o homem fez aquilo com o pavão são os mesmos pelos quais os pastores transformam o Evangelho em negócio e as igrejas em empresas particulares: ganância, poder, influência, fama e riquezas. Quanto mais pessoas, mais dinheiro. Qualquer semelhança com a era atual da igreja cristã não é mera coincidência e nem crítica descabida: é fato. 

O que aprendi assim, é que o Evangelho de Jesus Cristo é tão simples em sua essência que não precisa de qualquer artifício humano. Ele é eficaz e poderoso! Basta anuncia-lo tal como ele é e o resultado será cura, libertação, transformação e Salvação. No entanto, os homens gananciosos e avarentos, cujo maior propósito tem sido construir impérios na terra e tornarem-se famosos nas mídias, têm criado tantos ritualismos e crendices para tornar suas igrejas mais atrativas e aceitáveis, bem ao gosto de uma sociedade corrompida, que o Evangelho ficou totalmente descaracterizado e irreconhecível. Mudaram tanto os preceitos deixados por Cristo, que quando traçamos um paralelo entre aquela igreja que a Bíblia descreve e esta dos nossos dias, percebemos que não há, em essência, semelhança  e comunhão entre elas.

Exagero?! Quisera eu, fosse. Delírio, então?! Asseguro-lhe que não estou em estado febril de quarenta graus ou mais. Estou escrevendo este texto tão lúcido e sóbrio como naquele dia em que visitava o Zoológico de São Paulo, quando diante do viveiro do pavão o Senhor me deu aquela visão aberta e fez-me entendê-la.

Quando um pastor prega o Evangelho tal como ele o é, o Espírito Santo convence aos pecadores no tocante aos seus pecados para que se arrependam. O mesmo Espírito se encarrega de quebrar os corações de pedra nas pessoas e lhes dá um novo coração para temerem a Deus. O Senhor as cura e liberta e põe dentro delas um novo espírito fazendo-as novas criaturas. Ele as enche do Poder do Espírito Santo e as transforma para transformarem, pelo testemunho de Jesus Cristo, o mundo carente da Graça Divina.

Mas, quando um pastor quer “colocar brincos no pavão”, isto é, enfeitar o Evangelho adicionando estratégias e artifícios humanos, visando alimentar as vaidades terrenas do seu público, cativando e prendendo as pessoas em torno de si e não de Cristo e assim, lucrar com o volume de pessoas... Então, esse pastor não é um pastor. Ele é um negociante, um animador de plateia, um palestrante motivacional ou, qualquer outra coisa deste nível. A igreja que dirige, não é igreja mas sim, sua empresa. Seu público não são cristãos genuínos. Antes, são clientes consumidores que ali vão em busca de um produto chamado “evangelho barato”, tão fraco e sem a Graça de Cristo, que é incapaz de fazê-los nascer da água e do Espírito e, por fim, serem salvos. Que tragédia!

O pavão não precisa de brincos e nem de maquiagem. Deus o criou tão lindo como ele é, fazendo dele uma criatura admirável. Assim também, o Evangelho de Cristo é simples, puro e maravilhoso. Todas as vezes que os homens ao longo da história o quiseram mudar, os resultados foram desastrosos.

“Teme ao Senhor, filho meu, e ao rei, e não te entremetas com aqueles que buscam mudanças. Porque, de repente, se levantará a sua perdição e a ruína deles, quem a conhecerá?” (Provérbios 24.21-22)


Pense nisso e não se corrompa com os modismos e ritualismo existente na maior parte das igrejas destes tempos. 


Graça e Paz de Jesus Cristo.


Pr. Marcos Costa

Março/2014


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