Ser Mestre
Ser mestre é ser nobre.
Embora não se veja sobre sua cabeça
Uma coroa de ouro e pedras preciosas.
Não o veja coberto de púrpura, assentado em um trono
Ou ainda, habitando um suntuoso palácio.
Contudo, os gratos reconhecem
E os humildes o engradecem.
Ser mestre é ser um tipo de sacerdote.
Sim. Porque tendo inúmeras vontades
Por sua vocação e para exemplo daqueles a quem ensina
faz-se necessária a renuncia, a abnegação e o suprimir-se.
Doutro modo, seria um sino que não tine
Um espelho que não reflete
Um farol que não ilumina
Ser mestre é ser pai.
Posto que, pai não é aquele que meramente introduz um ser ao mundo
Antes, é o que tem na paternidade uma missão
De ao filho abraçar e proteger, de ensinar e corrigir, de fortalecer e encorajar
De ir com ele no caminho.
De torna-lo sábio para as decisões, dando-lhe asas para o voo da vida
Na esperança de, ao final, ter formado um “homem digno”
Assim, tal é um verdadeiro mestre.
Ser mestre é amar.
Exatamente. Do contrário, alguém tal não pode ser.
Pois, é preciso amar o que se faz.
É preciso ter amor por aqueles a quem se faz
Visto que por inúmeras vezes seu aluno recusa-se a aprender
e seu discípulo não quer seguí-lo
no virtuoso caminho do bom saber.
O que não ama, facilmente desiste.
Aquele que ama, luta, insiste e persiste.
Com lágrimas, as vezes.
Em solidão, muitas vezes.
Mas, com esperança, todas as vezes que ensina.
Até que tudo, realmente, finde.
E nesta via-crúcis do ensinar
Só os mestres que amam seu ofício e seus alunos
Conseguem, honrosamente
A carreira terminar.
Texto do Pr. Marcos Costa
Em Homenagem aos Mestres no Dia do Professor
Outubro/2015


