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quinta-feira, 15 de outubro de 2015

Ser Mestre




























Ser Mestre

Ser mestre é ser nobre.
Embora não se veja sobre sua cabeça
Uma coroa de ouro e pedras preciosas.
Não o veja coberto de púrpura, assentado em um trono
Ou ainda, habitando um suntuoso palácio.
Contudo, os gratos reconhecem
E os humildes o engradecem.

Ser mestre é ser um tipo de sacerdote.
Sim. Porque tendo inúmeras vontades
Por sua vocação e para exemplo daqueles a quem ensina
faz-se necessária a renuncia, a abnegação e o suprimir-se.
Doutro modo, seria um sino que não tine
Um espelho que não reflete
Um farol que não ilumina

Ser mestre é ser pai.
Posto que, pai não é aquele que meramente introduz um ser ao mundo
Antes, é o que tem na paternidade uma missão
De ao filho abraçar e proteger, de ensinar e corrigir, de fortalecer e encorajar
De ir com ele no caminho.
De torna-lo sábio para as decisões, dando-lhe asas para o voo da vida
Na esperança de, ao final, ter formado um “homem digno”
Assim, tal é um verdadeiro mestre.

Ser mestre é amar.
Exatamente. Do contrário, alguém tal não pode ser.
Pois, é preciso amar o que se faz.
É preciso ter amor por aqueles a quem se faz
Visto que por inúmeras vezes seu aluno recusa-se a aprender
e seu discípulo não quer seguí-lo
no virtuoso caminho do bom saber.

O que não ama, facilmente desiste.
Aquele que ama, luta, insiste  e persiste.
Com lágrimas, as vezes.
Em solidão, muitas vezes.
Mas, com esperança, todas as vezes que ensina.
Até que tudo, realmente, finde.

E nesta via-crúcis do ensinar
Só os mestres que amam seu ofício e seus alunos
Conseguem, honrosamente
A carreira terminar.


Texto do Pr. Marcos Costa
Em Homenagem aos Mestres no Dia do Professor
Outubro/2015















quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Estou de Pé.





























Estou de Pé

Algumas vezes, me faltam forças diante das batalhas.
Meu ânimo se perde, sou humano, percebo-me limitado.
Nestas “algumas vezes”, Deus me fortalece e me torna capaz.

Outras vezes, sou tomado por uma ansiedade irracional
incapaz de compreender o tempo das coisas.
Sou por ela abatido e na espera, noto-me aflito.
Nestas “outras vezes”, O Senhor refrigera minh’alma
E alcanço paz pela confiança Nele.

Por diversas vezes, olhando os levantes temporais da vida sinto medo e quero fugir.
Tentando me esconder, vejo-me em um descampado. 
Por estas “diversas vezes”, o Altíssimo me abriga em Seu lugar secreto.
Sinto-me seguro.

Muitas vezes, ouço as palavras destrutivas lançadas como flechas agudas
pelo arco da boca dos maus, para ferir.
Percebo-me alvo, quero proteger-me, sinto-me vunerável.
Nestas “muitas vezes”, o Pai toma-me em Seus braços
E defende-me como um escudo.

Neste sensorial viver humano tantas coisas sinto.
Inclusive, a necessidade de reconhecer
Que em todas essas vezes, Deus tem sido comigo.
Percebo-me alvo de Sua Maravilhosa Graça.
Tenho vida. Estou de pé.

Pr. Marcos Costa
Outubro/2015

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