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segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Eu Tenho um Sonho (Martin Luther King)


EU TENHO UM SONHO
Discurso de Martin Luther King (28/08/1963)


"Eu estou contente em unir-me com vocês no dia que entrará para a história como a maior demonstração pela liberdade na história de nossa nação.
Cem anos atrás, um grande americano, na qual estamos sob sua simbólica sombra, assinou a Proclamação de Emancipação. Esse importante decreto veio como um grande farol de esperança para milhões de escravos negros que tinham murchados nas chamas da injustiça. Ele veio como uma alvorada para terminar a longa noite de seus cativeiros.

Mas cem anos depois, o Negro ainda não é livre. Cem anos depois, a vida do Negro ainda é tristemente inválida pelas algemas da segregação e as cadeias de discriminação.

Cem anos depois, o Negro vive em uma ilha só de pobreza no meio de um vasto oceano de prosperidade material. Cem anos depois, o Negro ainda adoece nos cantos da sociedade americana e se encontram exilados em sua própria terra. Assim, nós viemos aqui hoje para dramatizar sua vergonhosa condição.

De certo modo, nós viemos à capital de nossa nação para trocar um cheque. Quando os arquitetos de nossa república escreveram as magníficas palavras da Constituição e a Declaração da Independência, eles estavam assinando uma nota promissória para a qual todo americano seria seu herdeiro. Esta nota era uma promessa que todos os homens, sim, os homens negros, como também os homens brancos, teriam garantidos os direitos inalienáveis de vida, liberdade e a busca da felicidade. Hoje é óbvio que aquela América não apresentou esta nota promissória. Em vez de honrar esta obrigação sagrada, a América deu para o povo negro um cheque sem fundo, um cheque que voltou marcado com "fundos insuficientes".

Mas nós nos recusamos a acreditar que o banco da justiça é falível. Nós nos recusamos a acreditar que há capitais insuficientes de oportunidade nesta nação. Assim nós viemos trocar este cheque, um cheque que nos dará o direito de reclamar as riquezas de liberdade e a segurança da justiça.

Nós também viemos para recordar à América dessa cruel urgência. Este não é o momento para descansar no luxo refrescante ou tomar o remédio tranqüilizante do gradualismo. Agora é o tempo para transformar em realidade as promessas de democracia. Agora é o tempo para subir do vale das trevas da segregação ao caminho iluminado pelo sol da justiça racial.

Agora é o tempo para erguer nossa nação das areias movediças da injustiça racial para a pedra sólida da fraternidade. Agora é o tempo para fazer da justiça uma realidade para todos os filhos de Deus.

Seria fatal para a nação negligenciar a urgência desse momento. Este verão sufocante do legítimo descontentamento dos Negros não passará até termos um renovador outono de liberdade e igualdade. Este ano de 1963 não é um fim, mas um começo. Esses que esperam que o Negro agora estará contente, terão um violento despertar se a nação votar aos negócios de sempre.

Mas há algo que eu tenho que dizer ao meu povo que se dirige ao portal que conduz ao palácio da justiça. No processo de conquistar nosso legítimo direito, nós não devemos ser culpados de ações de injustiças. Não vamos satisfazer nossa sede de liberdade bebendo da xícara da amargura e do ódio. Nós sempre temos que conduzir nossa luta num alto nível de dignidade e disciplina. Nós não devemos permitir que nosso criativo protesto se degenere em violência física. Novamente e novamente nós temos que subir às majestosas alturas da reunião da força física com a força de alma. Nossa nova e maravilhosa combatividade mostrou à comunidade negra que não devemos ter uma desconfiança para com todas as pessoas brancas, para muitos de nossos irmãos brancos, como comprovamos pela presença deles aqui hoje, vieram entender que o destino deles é amarrado ao nosso destino. Eles vieram perceber que a liberdade deles é ligada indissoluvelmente a nossa liberdade. Nós não podemos caminhar só.

E como nós caminhamos, nós temos que fazer a promessa que nós sempre marcharemos à frente. Nós não podemos retroceder. Há esses que estão perguntando para os devotos dos direitos civis, "Quando vocês estarão satisfeitos?"
Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto o Negro for vítima dos horrores indizíveis da brutalidade policial. Nós nunca estaremos satisfeitos enquanto nossos corpos, pesados com a fadiga da viagem, não poderem ter hospedagem nos motéis das estradas e os hotéis das cidades. Nós não estaremos satisfeitos enquanto um Negro não puder votar no Mississipi e um Negro em Nova Iorque acreditar que ele não tem motivo para votar. Não, não, nós não estamos satisfeitos e nós não estaremos satisfeitos até que a justiça e a retidão rolem abaixo como águas de uma poderosa correnteza.

Eu não esqueci que alguns de você vieram até aqui após grandes testes e sofrimentos. Alguns de você vieram recentemente de celas estreitas das prisões. Alguns de vocês vieram de áreas onde sua busca pela liberdade lhe deixaram marcas pelas tempestades das perseguições e pelos ventos de brutalidade policial. Você são o veteranos do sofrimento. Continuem trabalhando com a fé que sofrimento imerecido é redentor. Voltem para o Mississippi, voltem para o Alabama, voltem para a Carolina do Sul, voltem para a Geórgia, voltem para Louisiana, voltem para as ruas sujas e guetos de nossas cidades do norte, sabendo que de alguma maneira esta situação pode e será mudada. Não se deixe caiar no vale de desespero.
Eu digo a você hoje, meus amigos, que embora nós enfrentemos as dificuldades de hoje e amanhã. Eu ainda tenho um sonho. É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.

Eu tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado de sua crença - nós celebraremos estas verdades e elas serão claras para todos, que os homens são criados iguais.

Eu tenho um sonho que um dia nas colinas vermelhas da Geórgia os filhos dos descendentes de escravos e os filhos dos desdentes dos donos de escravos poderão se sentar junto à mesa da fraternidade.

Eu tenho um sonho que um dia, até mesmo no estado de Mississippi, um estado que transpira com o calor da injustiça, que transpira com o calor de opressão, será transformado em um oásis de liberdade e justiça.

Eu tenho um sonho que minhas quatro pequenas crianças vão um dia viver em uma nação onde elas não serão julgadas pela cor da pele, mas pelo conteúdo de seu caráter. Eu tenho um sonho hoje!


Eu tenho um sonho que um dia, no Alabama, com seus racistas malignos, com seu governador que tem os lábios gotejando palavras de intervenção e negação; nesse justo dia no Alabama meninos negros e meninas negras poderão unir as mãos com meninos brancos e meninas brancas como irmãs e irmãos. Eu tenho um sonho hoje!
Eu tenho um sonho que um dia todo vale será exaltado, e todas as colinas e montanhas virão abaixo, os lugares ásperos serão aplainados e os lugares tortuosos serão endireitados e a glória do Senhor será revelada e toda a carne estará junta.
Esta é nossa esperança. Esta é a fé com que regressarei para o Sul. Com esta fé nós poderemos cortar da montanha do desespero uma pedra de esperança. Com esta fé nós poderemos transformar as discórdias estridentes de nossa nação em uma bela sinfonia de fraternidade. Com esta fé nós poderemos trabalhar juntos, rezar juntos, lutar juntos, para ir encarcerar juntos, defender liberdade juntos, e quem sabe nós seremos um dia livre. Este será o dia, este será o dia quando todas as crianças de Deus poderão cantar com um novo significado.


"Meu país, doce terra de liberdade, eu te canto.

Terra onde meus pais morreram, terra do orgulho dos peregrinos.
De qualquer lado da montanha, ouço o sino da liberdade!"
E se a América é uma grande nação, isto tem que se tornar verdadeiro.
E assim ouvirei o sino da liberdade no extraordinário topo da montanha de New Hampshire. Ouvirei o sino da liberdade nas poderosas montanhas poderosas de Nova York. Ouvirei o sino da liberdade nos engrandecidos Alleghenies da Pennsylvania. Ouvirei o sino da liberdade nas montanhas cobertas de neve Rockies do Colorado. Ouvirei o sino da liberdade nas ladeiras curvas da Califórnia.

Mas não é só isso. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Pedra da Geórgia. Ouvirei o sino da liberdade na Montanha de Vigilância do Tennessee.
Ouvirei o sino da liberdade em todas as colinas do Mississipi.
Em todas as montanhas, ouviu o sino da liberdade.


E quando isto acontecer, quando nós permitimos o sino da liberdade soar, quando nós deixarmos ele soar em toda moradia e todo vilarejo, em todo estado e em toda cidade, nós poderemos acelerar aquele dia quando todas as crianças de Deus, homens pretos e homens brancos, judeus e gentios, protestantes e católicos, poderão unir mãos e cantar nas palavras do velho espiritual negro:


"Livre afinal, livre afinal.


Agradeço ao Deus todo-poderoso, nós somos livres afinal." 


Nota: Um pouco de história para nos lembrarmos de grandes homens de Deus que pela coragem e fé, não importando-se com os riscos iminentes, mudaram e marcaram suas gerações através dos séculos.

Leia Hebreus 11.23-40


No Amor de Cristo;

Pr. Marcos Costa Santos
Igreja Bíblica do Calvário


sábado, 23 de julho de 2016

Descrer


Acreditar sempre é preciso. Mas, sempre acreditar é difícil. A decepção gerada pelo que e em quem acreditamos tende a nos levar ao absoluto descrer. Entretanto, não podemos condenar ao descrédito o todo por causa de parte dele.

Pensemos na amizade: ela é o todo. Os amigos são as partes dela. Há amigos que nos ferem de maneira inesperada traindo a nossa confiança. Seria isso motivo para descrermos da amizade e renunciar a todos os amigos?

E o amor? Também é o todo. As pessoas que amamos e dizem nos amar são as partes dele. Há amores que nos são infiéis. Que dolorosa ferida nos faz! Mas, isso seria motivo para deixarmos de acreditar no amor, seja ele intimo, ou fraternal?

Também, a humanidade é o todo. cada indivíduo com seus pensamentos, suas ações e reações, seus sentimentos e suas palavras é parte dela. Há homens bons! Mas, também há aqueles que em determinadas situações poderão agir ou reagir de maneira errônea. Devemos nós condená-la totalmente, desconsiderando os virtuosos por causa dos maus feitores?

E quanto ao cristianismo? Ele é o todo. Os cristãos são as partes dele. Há cristãos que se deixam seduzir pelo pecado e mentem, se prostituem, roubam, julgam, condenam e falam mal do seu semelhante denegrindo o evangelho. Entretanto, seria isso motivo para descrermos de Cristo e de seus ensinos? Do cristianismo e dos sinceros cristãos? De abandonarmos a igreja, a obra ministerial e descrer da existência do Reino de Deus?

Certamente, há motivos para a nossa indignação e espanto. Mas, mesmo assim, não poderemos jamais descrer de um todo por causa do defeito de parte dele. Porque então seria necessário descrermos de nós mesmos, visto que, em parte, também somos defeituosos.

Um discípulo, chamado Simão Pedro, disse que iria com Cristo até á morte. Jurou-lhe fidelidade e amizade leal. Entretanto, traiu a confiança de seu Mestre. Abandonou-O no momento em que Ele mais precisava de ajuda e ainda, o negou por três vezes. E se Jesus fosse e agisse como alguns de nós hoje? Certamente, o condenaria por seu erro e sairia contando para todo mundo o que ele fez. Não o chamaria mais de discípulo, pastor ou apóstolo e também, o expulsaria da igreja e cortaria qualquer relação com Pedro.

Mas, graças a Deus que era Jesus Cristo, que acreditou que Pedro daria a volta por cima! O Próprio Jesus o ajudou a levantar-se (João 21.14-22). Por isso, Pedro recebeu o perdão e teve a oportunidade de superar aqueles tombos e tornou-se um grande apóstolo e por ele, Deus restaurou a muitos.

A nossa mania de julgar a tudo e a todos e, ao mesmo tempo, de não atentarmos para os nossos próprios erros e defeitos, tem nos levado ao descrer do todo por causa de parte dele. Podemos não ter os mesmos defeitos que alguém. Entretanto, perceberemos em nós outros tão nocivos quanto aqueles.

Jesus Cristo nos deixou alguns importantes ensinamentos, como estes transcritos abaixo.

“Não julgueis, para que não sejais julgados. Porque com o juízo com que julgais, sereis julgados; e com a medida com que medis vos medirão a vós. E por que vês o argueiro no olho do teu irmão, e não reparas na trave que está no teu olho? Ou como dirás a teu irmão: Deixa-me tirar o argueiro do teu olho, quando tens a trave no teu? Hipócrita! Tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão.” (Mateus 7.1-5)

“Por isso o reino dos céus é comparado a um rei que quis tomar contas a seus servos; e, tendo começado a tomá-las, foi-lhe apresentado um que lhe devia dez mil talentos;  mas não tendo ele com que pagar, ordenou seu senhor que fossem vendidos, ele, sua mulher, seus filhos, e tudo o que tinha, e que se pagasse a dívida. Então aquele servo, prostrando-se, o reverenciava, dizendo: Senhor, tem paciência comigo, que tudo te pagarei. O senhor daquele servo, pois, movido de compaixão, soltou-o, e perdoou-lhe a dívida. Saindo, porém, aquele servo, encontrou um dos seus conservos, que lhe devia cem denários; e, segurando-o, o sufocava, dizendo: Paga o que me deves. Então o seu companheiro, caindo-lhe aos pés, rogava-lhe, dizendo: Tem paciência comigo, que te pagarei. Ele, porém, não quis; antes foi encerrá-lo na prisão, até que pagasse a dívida. Vendo, pois, os seus conservos o que acontecera, contristaram-se grandemente, e foram revelar tudo isso ao seu senhor. Então o seu senhor, chamando-o á sua presença, disse-lhe: Servo malvado, perdoei-te toda aquela dívida, porque me suplicaste; não devias tu também ter compaixão do teu companheiro, assim como eu tive compaixão de ti? E, indignado, o seu senhor o entregou aos verdugos, até que pagasse tudo o que lhe devia. Assim vos fará meu Pai celestial, se de coração não perdoardes, cada um a seu irmão.” (Mateus 18.23-35)

“Portanto, tudo o que vós quereis que os homens vos façam, fazei-lho também vós a eles; porque esta é a lei e os profetas.” (Mateus 7.12)


Que Deus nos conceda Graça e Misericórdia, hoje e sempre.


Reflexão por:
          Pr. Marcos Costa
          Igreja Bíblica do Calvário
          Embu Guaçu / SP



quinta-feira, 21 de abril de 2016

Vivendo pela Esperança




Texto para nossos leitores internacionais


“Todos os dias do aflito são maus, mas o de coração alegre tem um banquete contínuo.” (Provérbios 15.15)

Há muitas pessoas vivendo com coração aflito. Em meio ás circunstâncias do viver se desesperam e agonizam. Enchem-se de ansiedade e, por ela consumidas, se abatem. Queixam-se continuamente, amargando o coração, aprisionando a alma e cegando seu espírito. Por isso, todos os dias delas são maus, ruins e péssimos chegando a pensar: “por quê viver?”.

Alguém poderia perguntar sobre qual seria o remédio para o coração aflito sendo a vida tão difícil? Certamente, o remédio chama-se ESPERANÇA! Mas, eu sei o que muitos argumentam, e é que: Tem que levantar a cabeça e ir a luta porque não dá para viver de esperança! Nada sabem os que assim dizem. Pois, se alguém levanta a cabeça e vai a luta em meio ao aflitivo viver é sinal de que traz consigo uma Esperança que o move. Doutro modo, depressivamente pereceria, inerte.

Se você assim se encontra – angustiado e aflito – e olhando ao seu redor não há nada que lhe dê alguma esperança e ânimo, convido-te a olhar para uma Viva Esperança: Jesus Cristo! Ele é aquele que será, se você crer, sua esperança, força e Salvação.

“Bem-aventurado aquele que tem o Deus de Jacó por seu auxílio e cuja esperança está posta no Senhor, seu Deus, que fez os céus e a terra, o mar e tudo quanto neles há...” (Salmo 146.5-6)

O Deus de toda Graça vos chama para andar com Ele.

Reflexão por:
Pr. Marcos Costa
Igreja Bíblica do Calvário

quarta-feira, 27 de janeiro de 2016

Martinho Lutero: Um Homem, Uma Revolução


Idade Média, séc. XVI. A Basilica de São Pedro em Roma está sendo construída e para custear as despesas, o papa Leão X tem uma brilhante idéia: vender indulgências. Assim, comprando um documento de indulgência assinado pelo Papa, a pessoa garantia seu lugar no céu, e poderia também garantir, desde que comprasse mais indulgências, o lugar de seus familiares vivos ou mortos. 

Conclama-se o maior marqueteiro da época, o dominicano Tetzel, na Alemanha, e essa bestialidade começa a ser vendida. Tetzel chegava a cantar: “quando a moeda na caixa tilintar a alma do purgatório vai saltar”. O povo pobre e crédulo da Alemanha, enganados pelos truques de Tetzel e seus dotes propagandísticos corre para comprar as tais indulgências aos montes. As caixas de Roma se enchem. O Papa Leão X exulta e lucra. Enquanto a população se afunda cada vez mais nas trevas da ignorância.

Wittemberg, Alemanha. Um sacerdote lê a Bíblia e a explica para o povo de sua paróquia. Ele fala a língua do povo e diz que a salvação é apenas através da fé na obra redentora de Cristo, que não pode ser comprada ou vendida, mas se aceita a mesma em arrependimento, convicção de pecados e obediência a Deus. Ele escreve um tratado em 95 teses e o prega na porta da capela do castelo da cidade que era um local público para que fosse visto pelo maior número de pessoas possível. Era o dia 31 de outubro de 1617, e o homem era Matinho Lutero.

A partir desse episódio estava começando a maior revolução religiosa da história: Surgia o Protestantismo. Agora passa a ser ensinado que só a graça é a fonte da salvação; só a fé, é a “mão” que a recebe; só as Escrituras são as palavras de Deus; só Cristo é o Salvador e o caminho para o céu; e só a Deus deve-se dar todo Louvor, Adoração e a Glória. Eram estes os pilares da Reforma que começavam a ressoar por todo canto. Um homem guiado por Deus fez uma revolução.

“Jesus dizia, pois aos judeus que criam nele: Se vós permanecerdes na minha Palavra, verdadeiramente, series meus discípulos e conhecereis a verdade e a verdade vos libertará.”(João 8.31-32)

Á medida que as pessoas iam ouvindo as pregações de Lutero e de outros de sua época, oriundas da Bíblia Sagrada, elas iam se libertando do engano disseminado pela Igreja de Roma. Sempre foi mais fácil dominar, manipular e usar um povo ignorante, isto é, sem conhecimento de “verdade” e de “direito”. Por isso, a Igreja de Roma impedia o acesso ás Escrituras, proibindo a tradução e impressão delas para um idioma acessível ao povo, inclusive, matando aqueles que ousavam desmascarar suas heresias. O mais controverso é que a igreja de Roma chamava os protestantes de hereges. E hoje, ela ainda afirma, não tão abertamente, que as igrejas protestantes são “seitas”.

O Protestantismo não é uma nova religião, como alguns gostam de defini-la. Antes, se trata de uma volta ás origens do Evangelho de Cristo e confirmado nas epístolas dos apóstolos. Esse regresso custou o sangue e a vida de muitos!

Que o mesmo Deus que usou Lutero e lhe deu coragem, dê coragem também aos pastores sérios desse país para fazer uma santa revolução novamente, pois o estado da igreja carece. Que pastores e membros se disponham nas mãos do Senhor, pois a igreja precisa. Será que você será o Lutero desta geração? Pregue o evangelho bíblico, fuja dos subterfúgios e invenções modernas. Fuja dos encantamentos religiosos que tem aparência de espiritualidade, mas não te levam á profundidade da essência de Cristo. Aparte-se do materialismo e da busca frenética de status pessoal que se tornaram o único anseio dos pseudo-cristãos. Volte-se para a Bíblia como única regra de fé e prática, lida e respeitada no seu contexto e mensagem. Volte-se para o evangelho de Cristo e dos apóstolos que pregavam arrependimento e conversão, não um mero levantar de mãos em um culto, mas a transformação da vida em adoração a Deus.

Que assim seja!

Pr. Marcos C. Santos
Igreja Bíblica do Calvário



domingo, 24 de janeiro de 2016

A Maior de Todas as Decisões...


Texto da imagem para pessoas que nos acompanham em outros Idiomas:


Tudo o que fazemos e escolhemos ao longo da vida – carreira profissional, com quem nos casamos, circulo de amigos ou, outra coisa qualquer - fica para traz quando morremos, quer tenha nos feito felizes ou, tristes. 

Apenas uma escolha nos acompanhará para sempre: a de recebermos ou não, a Jesus Cristo como Nosso Único e Suficiente Salvador! 

Essa decisão, que só pode ser tomada neste tempo da vida, refletirá a eternidade de Alegria e Paz ou então, de Dor e Sofrimento.

Pr. Marcos Costa Santos
Reflexão baseada em 1 João 5.11-12



sexta-feira, 22 de janeiro de 2016

Martin Luther King - O Último Discurso de um Profeta Verdadeiro!



O vídeo a seguir é parte da última ministração realizada pelo Reverendo Martin Luther King. Como em todas as outras ele falava com a inspiração, a paixão e a poesia dos profetas ancestrais, com a certeza de que a justiça pode e certamente prevalecerá.












Este é o trecho escrito do discurso:


"... Reverendo Ralph Jackson, Sr. Billy Kiles; eu poderia prosseguir com esta lista, porém nosso tempo é curto. Mas desejo agradecer a todos. E desejo que vocês (plateia) também agradeçam, porque muito frequentemente os pastores não se preocupam com mais nada a não ser consigo mesmos. E fico contente em ver um ministro valoroso.

É justo falar sobre grandes mantos brancos em algum lugar, com todo o seu simbolismo; mas, em última estância, as pessoas aqui (na terra) querem alguns ternos, vestidos e sapatos. Tudo bem se falarmos sobre ruas cobertas de leite e mel, mas Deus nos ordenou (como sacerdotes) para nos preocuparmos com os miseráveis e seus filhos, que não podem comer três refeições por dia.

Tudo bem se falarmos sobre a nova Jerusalém, mas um dia os pregadores de Deus terão de falar sobre a nova Nova York, sobre a nova Atlanta, sobre a nova Filadélfia, sobre a nova Los Angeles, sobre a nova Memphis, no Tennessee. Eis o que precisamos fazer...

Não precisamos discutir com ninguém. Não precisamos praguejar e sair por ai agredindo as pessoas com as nossas palavras. Não precisamos de pedras ou garrafas. Precisamos simplesmente circular por ai (...) e dizer: Deus nos enviou aqui para lhes dizer que vocês não tratam bem os Seus filhos. E viemos aqui lhe pedir que o primeiro item de sua agenda seja o tratamento justo dos filhos de Deus.

Bem não sei o que acontecerá agora. Dias difíceis virão. Mas não me importo. Pois eu estive no topo da montanha. E não me importo. Como qualquer pessoa, gostaria de viver uma vida longa. A longevidade tem seu lugar. Mas não me preocupo com isso agora. Apenas desejo obedecer os designos de Deus. E Ele me levou ao topo da montanha, olhei ao redor e contemplei a Terra Prometida. Posso não alcança-la, mas quero que saibam, que nós, como povo (de Deus), chegaremos à Terra Prometida. Estou tão feliz. Não me preocupo com nada; não temo homem algum. Meus olhos viram a Glória da Presença do Senhor."

Reverendo Martim Luther King
3 de Abril de 1968, Templo Mason, Memphis, Tennessee. Pouca horas antes de ser assassinado.



Nota: ao ler ou, assistir e ouvir discursos como este, só me ocorre a lembrança de um versículo: 

"Salva-nos, SENHOR, porque faltam os homens bons; porque são poucos os fiéis entre os filhos dos homens." (Salmo 12.1)

É isso.

Graça e Paz.

Pr. Marcos Costa 



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